A inteligência emocional e eu #1

Nos últimos meses tenho reaprendido a existir sem ceder aos ímpetos de pensamento mais primários que tenho. Tenho aprendido a dar a volta às questões mentais que me incomodavam sem ter que fingir ou fazer de conta que as coisas se passavam de forma diferente.

Posso dizer que tenho dado atenção à disciplina que está na moda nos dias de hoje, para todos: a inteligência emocional, o mindfullness, psicologia positiva, budismo aplicado (esta inventei eu) ou o que lhe quiserem chamar.

E é divertido. É mesmo. Funciona mais ou menos assim: Estás perante uma situação complicada emocionalmente que envolve outra pessoa. O meu ímpeto mais primitivo diz-me para me colocar em posição de defesa (ou de ataque). O instinto impele-me a ver o outro como um inimigo, um alvo a abater rápida e eficientemente. O meu corpo prepara-se para lutar ou fugir. Estou a pensar em situações chatas, do dia a dia, que não são propriamente graves mas que são capazes de condicionar o nosso humor e boa disposição de uma forma desnecessariamente aborrecida.

Em última instância e a longo prazo, o objetivo é aplicar a inteligência emocional em todas as situações. Mas isto será um assunto para desenvolver em outras oportunidades.

Centremos-nos em situações mais corriqueiras como o funcionário que nos atendeu com antipatia, o colega que nos dificultou uma tarefa ou o familiar que nos mandou à fava só porque acordou mal disposto. O que é que eu faço se aplicar inteligência emocional à situação?

3 hipóteses para resolver as questões com inteligência emocional

 

Começo com a mais indicada e a mais de acordo com inteligência emocional

Mas esta eu só consigo aplicar se estiver mesmo muito bem disposta: se tiver dormido bem, se não estiver com nenhum incómodo físico e se tiver praticado algum tipo de meditação recentemente (parecendo que não, isto da meditação e das técnica de cultivo da mente orientais funcionam mesmo). Então é o seguinte, perante uma situação de tensão mantenho-me calma e encaro o outro com empatia. Compreendo que a pessoa não está a ter um dia bom, que tem problemas dos quais nada sei (possivelmente mentais) e que, apesar de potencialmente não estar a praticar a educação ao mais alto nível, vou trata-la com gentileza e respeito.

O mais bizarro disto tudo é que não consigo fingir empatia. Garantidamente não tenho muito jeito para “disfarçar”. Se tentar fazer ou dizer algo diferente do que sinto a minha cara revela tudo (começa a ganhar vida e a mover-se em esgares peculiares) e a situação fica bastante constrangedora. Então, nos dias em que estou mesmo bem disposta sinto verdadeiramente empatia pelo próximo e trato-o tão bem quanto possa apesar de tudo. É ótimo. J É o melhor porque as pessoas ficam tão desarmadas e confusas que deixam de ser desagradáveis automaticamente.

É muito engraçado de se ver e é muito bom em geral. É dar o exemplo ao mais alto nível. Como não sou propriamente uma buda ambulante, ainda não consigo usar esta técnica todas as vezes embora a consiga usar cada vez mais). Então tenho mais duas que também funcionam muito bem. Não são tão rápidas e eficientes como a anterior mas servem a função da mesma forma: deixam a poeira assentar e, quando volto à realidade, já está tudo bem outra vez.

 

O teatro

Perante uma situação chata, faço de conta que isto é tudo um grande teatro onde somos todos interpretes de uma personagem caricata (não é, um pouco isso, a vida?). E é mesmo divertido isto (e um pouco doido também). Eu entro totalmente na personagem e deixo de sentir grandes emoções em relação à situação. Tenho cá para mim que fico com uma expressão um bocado louca e desadequada nestas alturas mas nunca tive grandes comprovativos disto. E resulta.

 

A música

Esta é a que uso mais vezes. É muito eficiente mas bastante anestesiante porque simplesmente leva-me para um outro sitio e deixo de pensar completamente na situação anterior. A música tem o poder de nos transportar para um estado mental intenso completamente alheio à realidade.

Comigo é isto que funciona. E por aí?

Nova Na Cidade

Ser sempre nova na cidade e a cidade ser nova para mim podia ser um estado de espírito. O que me define. G
osto de mudança, de novidade, de frescura.
A minha casa é a minha família. Todas as outras coisas podem ir mudando regularmente.

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