A importância da rotina da criança

Cá em casa somos quatro pessoas, com necessidades diferentes e personalidades diferentes, que gostam de passar tempo juntas e tentam fazê-lo todos os dias, com qualidade. Esta qualidade aumentou desde que existe uma rotina das crianças nos nossos dias.

Os mais velhos estão na casa dos 30 e as pequenas têm 1 e 3 anos. Nunca gostei de rotina, antes pelo contrário. Sempre apreciei alguma imprevisibilidade nos meus dias. Sempre gostei de chegar a casa do trabalho e não saber bem se vou comer um gelado ou beber uma cerveja à beira da praia, ou fazer uma caminhada de uma hora, ou ir até à biblioteca, ou ficar em casa a despachar tarefas domésticas (a hipótese menos apelativa), ou outra coisa qualquer.

Mesmo com duas filhas pequenas continuámos sem ter uma rotina todos os dias. Fazíamos tudo o que tínhamos que fazer mas a horas variáveis, conforme a necessidade e a vontade. Podíamos jantar em casa ou fora com as miúdas (levando a comida para a bebé). Podíamos ir passear até à praia no verão e dormir mais tarde. Dávamos banho às miúdas de manhã nuns dias e à noite noutros.

Não estava a resultar. Se até para nós, os adultos, é difícil organizarmo-nos num ambiente sem rotina para as crianças é ainda mais complexo.

Começamos a ter a casa demasiado desorganizada, as miúdas faziam mais birras porque queriam brincar ou ficar acordadas até mais tarde e era frequente atrasarmo-nos de manhã para sair de casa.

Percebemos rapidamente que era indispensável criar uma rotina diária, onde o ambiente fosse organizado e onde tudo fosse previsível.

Desde que instituímos a rotina das crianças a mudança foi quase instantânea. As miúdas deixaram de fazer birras para fazer todas as coisas essenciais (banho, jantar e dormir) e conseguimos ter tempo de qualidade, todos juntos, todos os dias. Saímos de casa sempre à mesma hora e já não existem atrasos nem correrias de manhã.

Neste momento, nem consigo conceber outra forma de me organizar que não implique uma rotina das crianças (e nossa) previsível e bem definida. Faço, em seguida, a descrição da rotina das crianças diária.

No fim de semana descontraímos e não seguimos esta rotina. Geralmente vamos passear, encontramo-nos com amigos e familiares ou, simplesmente, vamos ficando por casa onde fazemos bolos, brincamos e usufruímos da companhia uns dos outros, devagar e sem ansiedades.

 

A rotina das crianças (e nossa)

 

7h00
– Acordamos e arranjamo-nos à vez.

7h15
– Acordo as miúdas, visto-as e dou-lhes o pequeno almoço.
– Ele prepara os lanches para as miúdas e arruma os nossos almoços para levarmos para o trabalho. Também faz o nosso pequeno-almoço.

– Tomamos o pequeno-almoço enquanto as miúdas vêm 15 minutos de desenhos animados (os únicos do dia). O plano é tomarmos o pequeno-almoço juntos logo que possível mas, de momento, assim resulta bem para nós.

8h00
– Saímos de casa, levamos as miúdas para a escola e vamos trabalhar. 17h15 – Regresso a casa e vou adiantando as tarefas domésticas que existirem (lavar louça, arrumar a casa, preparar jantar).

18h30
– Ele chega a casa com as miúdas (como não tenho carro, é ele que as vai buscar). Damos banho às miúdas e vestem o pijama.

19h00
– Damos o jantar às miúdas.

19h30
– Brincamos os quatro até a mais nova ter sono o que acontece por volta das 20h00.

20h00
– Fazemos atividades com a mais velha.
Todos os dias fazemos qualquer coisa diferente de acordo com o que lhe apetece fazer (só não vale ver televisão): brincamos com letras, lemos livros, fazemos jogos, o pai toca viola e ensina a filha, cantamos, dançamos.

20h45
– A mais velha lava os dentinhos, lemos uma história na sala e ela vai dormir.

21h15
– Eu e ele jantamos. O objetivo é passarmos a jantar todos juntos, pelas 19h30 mas neste momento, por vários motivos logísticos, não é possível.

21h30
– Arrumamos a cozinha e cozinhamos, o que acontece duas vezes por semana.

Nos dias em que não cozinhamos, lemos, vemos uma série ou trabalhamos em projetos individuais (no meu caso, este blogue).

Connosco esta rotina tem resultado muito bem. As miúdas estão mais calmas, mais felizes e os pais estão mais descansados e mais felizes, também.

Nova Na Cidade

Ser sempre nova na cidade e a cidade ser nova para mim podia ser um estado de espírito. O que me define. G
osto de mudança, de novidade, de frescura.
A minha casa é a minha família. Todas as outras coisas podem ir mudando regularmente.

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