A importância dos headphones na qualidade de vida de uma “outsider”

A importância dos headphones na qualidade de vida de uma “outsider”

Há dias em que me sinto, completamente, uma outsider.

Não é por nada de especial. É um dia de menos paciência para uma conversa, ou uma piada, é um dia em que está mau tempo, ou em que dormi pior e não me apetece falar com pessoas.

Hoje foi um desses dias.

O que lixou tudo foi o facto de me ter esquecido dos headphones. Caramba! Quando não me apetece estar num sítio, ponho os headphones e vou para um sítio mais agradável (mentalmente, entenda-se).

Hoje esqueci-me da porra dos headphones. De modo que tive que gramar com toda a realidade a frio. Foi duro, confesso.

Não me entendam mal. Gosto de pessoas (a maior parte das vezes). Gosto muito dos meus colegas. Só que não me identifico com eles e às vezes fico cansada de tentar acompanhar o raciocínio deles. E depois, quando as coisas começam a ficar muito focadas em mim, começo a ficar nervosa e impaciente. Quero pensar em outra coisa, quero fazer outra coisa qualquer e não consigo sair das situações.

Há dias em que é tudo muito divertido, em que estou na boa, bem-disposta e é tudo uma grande festa.

Há outros em que me apetece estar mais “na minha” e as pessoas estranham. O facto é que eu é que me começo a sentir estranha (e a porra dos headphones que ficaram em casa) e mais estranha, e começo a sentir calores e uma impaciência crescente, e vontade de beber 3 cafés de seguida para ver se ganho genica.

E apetece-me passar despercebida e as pessoas não entendem (porque é que haviam de entender se ainda ontem estava tão bem-disposta?) e continuam a falar comigo e a esperar resposta e eu que lhes mando uma resposta qualquer e eles respondem de novo e riem e eu não sei de quê (tenho que disfarçar) e sinto-me, de repente, muito cansada e com vontade de dormir uma soneca.

E pronto, foi só hoje que me esqueci dos headphones.

Amanhã já os vou trazer e posso colocar músicas que me deixam bem-disposta, ou com genica, ou com paciência ou que me fornecem, por momentos, um sítio mental onde possa descansar da realidade social que existe á minha volta.

 

Nova Na Cidade

Ser sempre nova na cidade e a cidade ser nova para mim podia ser um estado de espírito. O que me define. G
osto de mudança, de novidade, de frescura.
A minha casa é a minha família. Todas as outras coisas podem ir mudando regularmente.

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