Birras: 3 dicas para acabar com elas

Birras, essas coisas atemorizantes para os pais (falo por mim). Por volta dos 18 meses e até não se sabe bem quando, são uma constante na vida das famílias. Cá por casa existem birras. Umas piores e mais demoradas que outras.

Mas vamos conseguindo controlá-las de uma forma que me tem deixado muito satisfeita.

Não é todos os dias que consigo controlar uma birra mas uma coisa é certa: a intensidade das birras das minhas filhas dependem muito mais de mim e do meu marido e do que delas.

Digo isto por experiência e por muita tentativa e erro. Leio imenso sobre educação e parentalidade positiva mas nada nunca se vai comparar ao conhecimento que vou adquirindo, todos os dias, com as minhas filhas. Elas são as minhas melhores professoras. E é com base na minha experiência que deixo aqui 3 dicas para lidar com as birras da melhor forma e, de preferência, torna-las muito mais suaves e esporádicas.

 

Manter a calma

Mais fácil dizer do que fazer, claro. Mas, basta colocarmo-nos no lugar da criança. Como é que nos sentimos quando nos gritam ou falam connosco de forma agressiva? Como é que reagimos? O que pensamos?

Todos percebemos que, nas mais diversas situações (eu diria mesmo em todas) tudo se resolve melhor e mais depressa se existir calma.

Quando os nossos filhos estão a fazer birras, se falarmos com eles com um tom de voz sereno e um semblante calmo (embora assertivo e seguro) a birra demorará pouco tempo a passar.
Se mantivermos uma postura firme e calma eles não vão conseguir continuar a gritar sozinhos durante muito tempo. Não vai fazer sentido, nem para eles.

Então, em vez de gritarmos com eles ou os deixarmos num canto da casa, falemos com eles com calma e indiquemos que quando se sentirem preparados podemos conversar sobre o que os incomoda e chegar, juntos a uma solução.

 

Dar-lhes atenção

Estou convicta de que, esta é a mãe de todas as dicas.

Se lhes prestarmos atenção, a birra não chega a surgir. As minhas filhas só fazem birras quando, de alguma forma, sentem que os pais não lhes estão a dar atenção. Não o fazem sempre que não estamos com elas mas fazem-no sempre que sentem que precisam de nós, ou querem dizer-nos alguma coisa e, por algum motivo, não estamos a prestar-lhes atenção. É algo em que tenho reparado muito.

Não adianta estarmos a responder aos nossos filhos enquanto olhamos para o computador ou o telemóvel, eles sentem que não estamos “mesmo lá”. E reagem em conformidade.

Sabemos que há coisas para fazer em casa e nem sempre é possível estarmos 100% focados nos nossos filhos mas há coisas que podemos fazer para melhorar neste aspeto. Podemos envolver as crianças, se possível, nas tarefas domésticas. Ou, ignorar completamente o computador, a televisão e o telemóvel, quando estamos em casa com os filhos.

Posso dizer que, desde que adotámos esta prática em casa, as birras diminuíram bastante.

 

Trocar os castigos pelas consequências

Confesso que, durante algum tempo, usei muito os castigos. Geralmente eram os desenhos animados com aminha filha mais velha.

Dizia-lhe eu: “Se continuares com esse comportamento, amanhã não vês desenhos animados.” E até funcionava.

Ela dizia-me: “Hoje vou portar-me muito bem e vou ver desenhos animados”. E aquilo começou a soar-me mal. Ela iria portar-se bem para ver desenhos animados.

Comecei a alterar as coisas e a transformar os castigos em consequências. Passei a dizer-lhe que se mandasse os brinquedos todos para o chão, eventualmente pisaríamos um ou outro e depois tinham que ir para o lixo. Ou que se desarrumasse o quarto todo e não o quisesse arrumar, para a próxima eu já não a podia deixar brincar com aquele brinquedo porque era desagradável estar numa sala ou num quarto todo desarrumado.

O resultado é que ela percebe que tudo o que faz tem consequências relacionadas com o ato em si. Se desarruma terá que arrumar e se demora demasiado a fazer alguma tarefa vai ter menos tempo para fazer outras coisas de que gosta.

É preciso alguma paciência para aplicar estas dicas todos os dias mas, com o tempo, torna-se um hábito e os resultados são muito compensadores. Para todos.

Nova Na Cidade

Ser sempre nova na cidade e a cidade ser nova para mim podia ser um estado de espírito. O que me define. G
osto de mudança, de novidade, de frescura.
A minha casa é a minha família. Todas as outras coisas podem ir mudando regularmente.

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